quarta-feira, 25 de abril de 2012
Exercício 2 - Transcrição das vibrantes
Hoje, especialmente, tivemos uma aula musical e estiveram presentes Carmen Miranda, Marília Medalha, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso... Ouvimos duas músicas (Camisa listrada, de Assis Valente, e Disseram que eu voltei americanizada, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto) na voz de Carmen Miranda e de outros intérpretes.
A TAREFA:
Deixo aqui as diferentes versões das duas músicas para download e proponho que transcrevam foneticamente e fonologicamente os "erres" (apenas os "erres", não se entusiasmem!).
Aqui tem a folha do exercício, com as letras das músicas e já toda preparada para a transcrição. É só imprimir: Exercício de transcrição fonética das vibrantes, fazer a transcrição e entregar no dia 04 de maio.
As músicas para download:
Camisa listrada - 1938 - intérprete: Carmen Miranda
Camisa listrada - 1967 - Intérprete: Marília Medalha
Disseram que eu voltei americanizada - 1940 - Intérprete: Carmen Miranda
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Adriana Calcanhoto
Disseram que eu voltei americanizada - Intérprete: Caetano Veloso
Aproveito para lhes deixar a gravação da famosa Taí (cujo título, na verdade, é "Pra você gostar de mim"), da autoria de Joubert de Carvalho. Esta foi a quinta das cinco músicas gravadas por Carmen Miranda em 1930, no início da sua carreira. A marchinha foi gravada no dia 27 de janeiro, bombou no carnaval de 30, e continua nas nossas bocas até hoje:
Taí
Eu fiz tudo pra você gostar de mim
Oh, meu bem, não faz assim comigo não
Você tem, você tem que me dar seu coração
E encerro o post da mesma forma que encerrei a aula de hoje: ao som de "O que é que a baiana tem", de Dorival Caymmi. Com a diferença de que aqui podemos não só ouvir mas também ver a diva, nas cenas que sobraram de um dos seus números musicais no filme brasileiro Banana da Terra, de 1939. Foi para cantar esta música que ela se vestiu de baiana pela primeira vez. Como diz Ruy Castro, na biografia Carmen, depois desse episódio "Ioiôs e iaiás nunca mais seriam os mesmos". Nem nós.
http://www.youtube.com/watch?v=ojo3I59Gn6c
sexta-feira, 30 de março de 2012
Exercício 1
Oi pra todos!
Cá está nosso primeiro exercício. A entrega é obrigatória (lembrem-se de que a não feitura implica em não realização das provas, ok?) e está marcada para o dia 4 de abril. A propósito: já temos a data da primeira prova: 13 de abril.
Grande abraço!
Cá está nosso primeiro exercício. A entrega é obrigatória (lembrem-se de que a não feitura implica em não realização das provas, ok?) e está marcada para o dia 4 de abril. A propósito: já temos a data da primeira prova: 13 de abril.
Grande abraço!
sábado, 17 de março de 2012
Aula de quarta, 21 de março
Oi pra todos!
Na próxima quarta mudaremos de local: as aulas serão dadas no auditório E2.
Bom fim de semana!
Na próxima quarta mudaremos de local: as aulas serão dadas no auditório E2.
Bom fim de semana!
sábado, 10 de março de 2012
O surgimento da capacidade de fala - Parte I
Nas aulas dessa semana resvalamos num assunto que sempre vem à baila quando se trata da dupla articulação da linguagem como uma das características que singularizam a espécie humana: afinal, como essa capacidade se desenvolveu? Por que nós a desenvolvemos e as outras espécies não?
Bem, antes que a gente fique se achando o máximo em termos evolutivos (e também porque hoje é sábado!) vale assistir a essa palestra:
Bem, antes que a gente fique se achando o máximo em termos evolutivos (e também porque hoje é sábado!) vale assistir a essa palestra:
Agora que todos já se aprumaram e resgataram a sua dimensão de indivíduos frente ao universo, seguem leituras sobre o tema. Buscando artigos na internet, há alguns semestres atrás, encontrei alguns textos interessantes e escolhi estes três:
Um bom texto para introduzir a conversa. Publicado na Revista Cérebro & Mente, que tem ótimas referências acadêmicas.
Este é um texto bastante acessível, publicado na Revista Temas, e fornece uma visão abrangente sobre a matéria. Apesar de a revista não estar vinculada a uma instituição científica, os artigos são bem cuidados, embora tragam poucas referências bibliográficas. Ainda assim, sacia a curiosidade.
Este artigo está publicado em outra revista virtual (Inventário - Revista dos Estudantes do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal da Bahia) e é a tradução de um texto instigante e substancioso que inicia o livro The evolutionary emergence of language (Knight, C. et al. Language: a Darwinian Adaptation? In: The evolutionary emergence of language. Cambridge , University Press, 2003, p. 1-15.). O texto faz muitas considerações sobre o trabalho de Chomsky e, como merece ao menos uma olhadinha, fiz um apanhado-aperitivo:
quinta-feira, 8 de março de 2012
Monitoria
Oi pra todos!
Vamos abrindo os trabalhos de 2012! Deixo para vocês os nomes e emails dos monitores de Fonologia, que neste semestre têm orientação da Prof. Carolina Serra:
Karilene da Silva Xavier - karilened@gmail.com
Aline J. Farias Oliveira - alinejfarias@gmail.com
Vamos abrindo os trabalhos de 2012! Deixo para vocês os nomes e emails dos monitores de Fonologia, que neste semestre têm orientação da Prof. Carolina Serra:
Karilene da Silva Xavier - karilened@gmail.com
Aline J. Farias Oliveira - alinejfarias@gmail.com
Ementa e bibliografia do curso de Fonologia
Código | Disciplina | Créditos | Carga Horária |
LEV 112 | Fonologia da Língua Portuguesa | 4 | 4 |
Ementa Fonética e fonologia sincrônicas do Português do Brasil. Conceitos básicos. Vocalismo, consonantismo e prosódia. Processos fonético-fonológicos. Variação e mudança. | |||
Programa UNIDADE I – Introdução: conceitos básicos 1. Fonética 1.1. Definição e aplicações 1.2. Fases do processo fonatório 1.3. Aparelho fonador: anatomia e fisiologia 1.4. Alfabeto fonético 1.5. Classificação dos sons consonantais e vocálicos 1.6. Elementos de prosódia 2. Fonologia 2.1. Definição 2.2. Fonema, alofone e arquifonema 2.3. Relação grafema/fone/fonema 2.4. Sistema de traços UNIDADE II – Fonologia do Português 1. Estrutura silábica 2. Padrões acentuais 3. Sistema vocálico 4. Sistema consonantal UNIDADE III – Processos fonéticos e fonológicos | |||
BIBLIOGRAFIA BÁSICACALLOU, Dinah & LEITE, Yonne (2004) Iniciação à fonética e à fonologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. 10ª ed. (1a ed. 1990) CÂMARA JR., Joaquim Mattoso (1977) Para o estudo da fonêmica portuguesa. Rio de Janeiro: Padrão. (1a ed. 1953) ______ ( ) Estrutura da língua portuguesa. Petrópolis: Vozes. 36ª ed. (1a ed. 1970) BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTARBISOL, Leda, org (1996) Introdução a estudos de fonologia do português brasileiro. Porto Alegre: EDIPUCRS. CAGLIARI, Luiz Carlos (2002) Análise fonológica: introdução à teoria e à prática, com especial destaque para o modelo fonêmico. CATFORD, John C. (1994) A practical introduction to phonetics. FERREIRA NETO, Waldemar (2001) Introdução à fonologia da língua portuguesa. São Paulo: Hedra. LEMLE, Miriam (1999) Guia teórico do alfabetizador. São Paulo: Ática MAIA, Eleonora Motta. (1986) No reino da fala: a linguagem e seus sons.São Paulo: Ática. MATEUS, Maria Helena Mira (1975) Aspectos da fonologia portuguesa. Lisboa: Centro de Estudos Filológicos. MATTOSO CÂMARA JR, Joaquim. (1970) Problemas de lingüística descritiva. _______ et alii (2003) Aspectos fonológicos e prosódicos da gramática do português. In: MATEUS, M. H. M. et alii Gramática da língua portuguesa. 5. ed. rev. e aum. Lisboa: Caminho. MORAES, João. (2004) Os fenômenos prosódicos no português do Brasil. Ms. inédito. SILVA, Thaïs Cristófaro (1999) Fonética e fonologia do português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto. _______ (2003) Exercícios de fonética e fonologia. São Paulo: Contexto. | |||
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Textinho de fim de ano
Nem Jesus aguentaria ser um professor nos dias de hoje ....
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. - Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. - E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:
"Senhor, Senhor por que me abandonastes?"
O Sermão da montanha (*versão para educadores*)
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e, sentado sobre uma grande pedra, deixou que os seus discípulos e seguidores se aproximassem.
Ele os preparava para serem os educadores capazes de transmitir a lição da Boa Nova a todos os homens.
Tomando a palavra, disse-lhes:
- Em verdade, em verdade vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...?
Pedro o interrompeu:
- Mestre, vamos ter que saber isso de cor?
André perguntou:
- É pra copiar?
Filipe lamentou-se:
- Esqueci meu papiro!
Bartolomeu quis saber:
- Vai cair na prova?
João levantou a mão:
- Posso ir ao banheiro?
Judas Iscariotes resmungou:
- O que é que a gente vai ganhar com isso?
Judas Tadeu defendeu-se:
- Foi o outro Judas que perguntou!
Tomé questionou:
- Tem uma fórmula pra provar que isso tá certo?
Tiago Maior indagou:
- Vai valer nota?
Tiago Menor reclamou:
- Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.
Simão Zelote gritou, nervoso:
- Mas porque é que não dá logo a resposta e pronto!?
Mateus queixou-se:
- Eu não entendi nada, ninguém entendeu nada!
Um dos fariseus, que nunca tinha estado diante de uma multidão nem ensinado nada a ninguém, tomou a palavra e dirigiu-se a Jesus, dizendo:
- Isso que o senhor está fazendo é uma aula? Onde está o seu plano de curso e a avaliação diagnóstica? Quais são os objetivos gerais e específicos? Quais são as suas estratégias para recuperação dos conhecimentos prévios?
Caifás emendou:
- Fez uma programação que inclua os temas transversais e atividades integradoras com outras disciplinas? E os espaços para incluir os parâmetros curriculares gerais? Elaborou os conteúdos conceituais, processuais e atitudinais?
Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus:
- Quero ver as avaliações da primeira, segunda e terceira etapas e reservo-me o direito de, ao final, aumentar as notas dos seus discípulos para que se cumpram as promessas do Imperador de um ensino de qualidade. - Nem pensar em números e estatísticas que coloquem em dúvida a eficácia do nosso projeto. - E vê lá se não vai reprovar alguém!
E, foi nesse momento que Jesus levantou os olhos para o céu e disse:
"Senhor, Senhor por que me abandonastes?"
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